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Os planos das Big Techs para suprir a demanda de energia das IAs

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Os planos das Big Techs para suprir a demanda de energia das IAs

À medida que investem em data centers maiores e com maior consumo de energia, as grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos enfrentam desafios com a escassez de energia e recursos

Por Redação

Não é segredo que as grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos dominam o mundo digital. Apesar de apostarem cada vez mais em inteligência artificial (IA) e investirem enormes quantias em tecnologias do tipo, as ‘Big Techs’ têm enfrentado problemas no mundo físico. Isso porque chips, acesso à energia e equipamentos para data centers — centro de processamento de dados, onde estão concentrados os sistemas computacionais — estão cada vez mais escassos.

Os grandes planos de IA das hiperescaladoras — empresas que oferecem serviços de computação em nuvem e armazenamento de dados em larga escala — têm feito com que demandas e preços subam vertiginosamente, à medida que investem em data centers maiores e com maior consumo de energia. Alphabet, Amazon, Microsoft e Meta são apenas algumas das gigantes que dependem de centros de processamento de dados para executar seus serviços.

As novas instalações consomem mais eletricidade do que nunca. Segundo estudo do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, dos Estados Unidos, os data centers dos Estados Unidos consumiram 176 terawatts-hora (TWh) em 2023. A tendência é que esse número seja entre 325 TWh e 580 TWh até 2028, com as hiperescaladoras respondendo por cerca de metade deste consumo.

Alphabet, Amazon, Microsoft e Meta são algumas das gigantes que dependem de data centers para executar seus serviços (Foto: Pexels)

As estratégias das Big Techs

Muitos dos locais preferidos pelas ‘Big Techs’ para a instalação de data centers já estão sobrecarregados. O norte do estado da Virgínia é um exemplo, já que é altamente requisitado pela proximidade de cabos de fibra óptica de alta capacidade que transportam dados e pelos regimes fiscais favoráveis.

Acontece que até mesmo os novos espaços, chamados de ‘locais menos que ideais’, estão cheios de data centers. Por isso, as hiperescaladoras estão adotando novas estratégias. Uma delas é a colaboração com rivais menores. Recentemente, o Google anunciou que alugaria capacidade de data center da CoreWeave, uma provedora de nuvem com inteligência artificial que já assinou um acordo semelhante com a Microsoft de 10 bilhões de dólares por cinco anos.

Outro plano é procurar por novas fontes de energia nos Estados Unidos. Neste mês, o Google anunciou um acordo de três bilhões de dólares para energia hidrelétrica de uma barragem na Pensilvânia. Já a Amazon Web Services planejava comprar e desenvolver um data center movido a energia nuclear da Talen Energy, mas o negócio foi bloqueado por órgãos reguladores por medo de aumentar as contas dos moradores locais.

De acordo com pesquisa da Bloom Energy, fornecedora de energia estadunidense, os responsáveis por data centers esperam que 27% das instalações tenham energia elétrica no local até 2030. O projeto Prometheus, da Meta, inclui a inauguração de um super data center de IA na Louisiana, em 2026, com parte da energia vindo do gás natural do local. O Google, por sua vez, assinou um contrato de 20 bilhões de dólares com a construtora Intersect Power para construir um data center e um parque solar com armazenamento em bateria.

A estratégia final das hiperescaladoras seria ir para o exterior. A Malásia tem sido o principal centro de data centers da Ásia, em parte graças à energia barata. No Golfo Pérsico, grandes fundos soberanos estão financiando empreendimentos no ramo de IAs. A Espanha, com abundante energia solar, é outro destino possível.