Novos recursos garantem melhor gestão e eficiência nos negócios da gastronomia
Por Fábio de Medeiros, Diretor da Unox Brasil
Tecnologia, como é de se esperar, chegou a diversos setores e negócios. No mundo da gastronomia, não é diferente. Não estamos falando daquela geladeira com conexão à internet ou da air fryer com múltiplas funções de cocção, mas da tecnologia aplicada dentro das grandes cozinhas — industriais, de varejo etc. — que dependem cada vez mais da inovação para atender a públicos exigentes e responder às demandas do mercado, que cobra alta produtividade e, ao mesmo tempo, uma alimentação mais saudável. Independentemente de ser um restaurante industrial, que serve milhares de pessoas em uma linha de produção, ou uma rotisserie instalada em um supermercado, que atende algumas dezenas de clientes, a carne oferecida não pode estar passada demais, a ponto de ficar borrachuda e sem gosto. Também é inaceitável desperdiçar gás ou energia para cozinhar alimentos, o que, na ponta do lápis, pode representar prejuízo significativo para os negócios. Por meio da tecnologia aplicada nas cozinhas, é possível alcançar resultados extraordinários. Uma dica: fornos combinados de alto desempenho, alguns inclusive com recursos de inteligência artificial, e “geladeiras quentes” que mantêm os alimentos aquecidos, conservando sabor e qualidade. O forno combinado é um investimento estratégico para qualquer operação de food service que busca qualidade, eficiência e padronização. Mais do que um simples equipamento de cocção, ele representa a inovação tecnológica aplicada à gastronomia profissional, promovendo produtividade, sustentabilidade e melhor experiência ao cliente final.
Dentro desse universo, já existem produtos capazes de cozinhar três tipos de alimentos — como carne, peixe e frango — de forma totalmente independente, sem interferência entre os processos e com tempo de cocção perfeito, evitando que algum passe do ponto ou fique cru. Com esse tipo de gestão, as cozinhas do futuro ganham eficiência, reduzem desperdícios e otimizam processos, permitindo que os cozinheiros e chefs foquem no que realmente importa: refeições saborosas e nutritivas. Podemos ir além e abordar a questão da sustentabilidade, que ganha cada vez mais força amparada pelos pilares ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança). Hoje, é difícil encontrar empresas que não sigam essas premissas — que, muitas vezes, são decisivas na contratação de um serviço ou compra de um produto. As cozinhas do futuro chegaram. E elas são muito mais eficientes, com melhor gestão e economia de recursos.