O conceito de quiet beauty ganhou espaço como um dos movimentos mais influentes no universo da beleza e da estética
Colaboração de Giovana Pacini
Nos últimos anos, o conceito de quiet beauty ganhou espaço como um dos movimentos mais influentes no universo da beleza e da estética. Essa tendência propõe uma estética silenciosa e sofisticada, que valoriza sutileza, harmonia e autenticidade: uma beleza que não grita, mas que se revela na confiança e no autocuidado. Inspirado em correntes como o quiet luxury e o skin minimalism, o quiet beauty representa uma virada cultural, na qual o foco deixa de ser a transformação para se tornar o aperfeiçoamento natural.
Atualmente, o Brasil é o país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo, e o segundo que mais efetua procedimentos não cirúrgicos, de acordo com o relatório mais recente da ISAPS (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética). Apenas em 2024, mais de 17,4 milhões de procedimentos cirúrgicos e mais de 20,5 milhões não cirúrgicos foram realizados mundialmente. No Brasil, foram 3.123.758 procedimentos no total, sendo 25% não cirúrgicos (769.245), como preenchimentos, aplicação de toxina botulínica e outras intervenções minimamente invasivas. Além disso, segundo relatório da Mordor Intelligence, o setor nacional de estética alcançará cerca de US$ 41,6 bilhões até 2028.
Isso é um reflexo da busca por resultados mais suaves e personalizados. O paciente de hoje quer preservar suas expressões e evitar o efeito “padronizado”. Ele procura procedimentos que realcem suas características em vez de escondê-las. O mercado brasileiro está amadurecendo, não é mais apenas sobre rejuvenescimento, mas naturalidade, equilíbrio e autoestima. A estética passou a ser entendida como parte do bem-estar integral.
Para além de uma escolha de estilo, o quiet beauty é uma escolha de saúde e identidade. Nesse cenário, a medicina estética moderna assume um papel essencial, unindo conhecimento científico, sensibilidade e responsabilidade. O profissional atua como mediador entre expectativa e realidade, oferecendo soluções personalizadas que respeitam a anatomia e a história de cada rosto. O objetivo ixa de ser “aparentar menos idade” e passa a ser parecer bem, em sua melhor versão.
A representatividade dessa nova estética ganha força quando figuras públicas também abraçam essa filosofia. Juliana Paes, embaixadora de Radiesse, nosso bioestimulador regenerativo de colágeno aqui na Merz Aesthetics Brasil, é um exemplo claro dessa mudança de narrativa. Conhecida por sua beleza natural e carisma, ela tem usado sua voz para reforçar a importância de uma abordagem mais consciente em relação aos cuidados estéticos. Em suas falas, Juliana defende que o importante “é se ver no espelho e se reconhecer”, e que os procedimentos devem respeitar a individualidade de cada pessoa. Sua imagem traduz o espírito do quiet beauty: uma beleza madura, autêntica e cheia de vida.
Além da influência estética, há também uma dimensão emocional nessa tendência. O quiet beauty dialoga com um público que busca autenticidade em tempos de excesso digital, valorizando experiências reais e autocuidado. Como líder de uma farmacêutica focada em medicina estética, acredito que nossa missão é sermos curadoras da naturalidade. Procedimentos devem ser feitos com propósito, empatia e técnica. O paciente precisa se sentir ouvido e compreendido, com tratamentos que respeitem limites anatômicos, expectativas e ritmo de envelhecimento. Só assim resultados que traduzem equilíbrio e autoconfiança são possíveis.
O movimento do quiet beauty veio para ficar porque reflete o desejo coletivo por autenticidade e harmonia. A beleza que inspira hoje não é a que se impõe, mas a que se revela sem exageros, sem máscaras, sem pressa. A medicina estética tem o privilégio e a responsabilidade de acompanhar esse novo momento, em que ciência e sensibilidade se unem para expressar a melhor versão de cada pessoa. E, no fim das contas, é esse silêncio confiante que mais chama atenção.